segunda-feira, 13 de abril de 2009

9 Melhores Slogans de Campanha Eleitoral

9º lugar - Guilherme Bouças, com o slogan:
"Chega de malas, vote em Bouças."

8º lugar - Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP).
"Lingüiça Neles!"

7º lugar - Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é:
"Tudo Pela Dinha."

6º lugar - Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê.
"Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê."

5º lugar - Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé.
"Não vote sentado, vote em Pé."

4º lugar - E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu.
"Aquele que dá o que promete."

3º lugar - A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
"Vote com prazer!"

2º lugar - Candidato a prefeito de Aracati (CE):
"Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição."

1º lugar - Em Mogi das Cruzes (SP), tem um candidato chamado Defunto:
"Vote em Defunto, porque político bom é político morto!"

sábado, 11 de abril de 2009

O jeito de falar Nordestino


Acho de uma ignorância e de uma desinformação fora do normal quando as televisões e o cinema, em suas novelas, séries ou filmes, confundem (ou não se dão ao trabalho de pesquisar) os sotaques ou o jeito de falar das pessoas espalhadas por esses 8,5 milhões de km2 de um Brasil muito grande, principalmente quando tipos nordestinos são apresentados. Cansei de ver atores e atrizes representando pernambucanos com um sotaque não-sei-de-onde (baiano?). Aqui se fala “oxenti”, e não “oxentche”, como no Recôncavo ou no Sul da Bahia. E nós temos um inconfundível “visse”, que os baianos não falam e por aí vai. Não sei o que pensam os filólogos, mas já andei todo esse Nordeste e posso garantir que o jeito de falar do baiano do sertão é diferente do baiano do Recôncavo e do baiano do Planalto, que é diferente do sergipano e do pernambucano do interior, que se assemelha ao alagoano e ao paraibano, que difere dos habitantes da região do Araripe, que lembra o piauiense, que é diferente do maranhense (esses têm a fama de falar o português mais correto do país), que não tem nada a ver com o cearense, que tem um certo parentesco com o potiguar, que recebeu muita influência pernambucana. Segundo os lingüistas, a região do Recife (aqui é “Ricife”, nunca “Récife”, que é baiano, nem “Rêcife”, como no Sul e Sudeste) tem um falar muito particular, no qual as pessoas às vezes falam com um “s” chiado, semelhante aos cariocas. Acho que os brasileiros das mais diferentes regiões podem sim ser identificados pelo seu dialeto ou sotaque, sem falar que são tantos vocábulos, expressões da língua local e diferenças lexicais usadas que já deram origem até a dicionários de “baianês”, “pernambuquês”, “cearês” e “nordestinês”. É para prestar atenção! O fato é que com essa dimensão continental fica até difícil um gaúcho da Campanha entender um nordestino do Cariri, todos brasileiros. E viva a pluralidade dos sotaques, dialetos e regionalismos que são partes da identidade cultural dos povos! Abaixo a dominação dos jeitos carioca e paulista de falar (nada contra os queridos nascidos no Rio e em São Paulo, pelo amor de Deus!) implantado pela televisão! (http://www.overmundo.com.br)